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    14 de Dez, 2016

    Suécia: Vozes de uma Paróquia com Muitas Cores


    Sundsvall, 10 de dezembro de 2016. Encontramo-nos com Siyoum, 36 anos de idade, com sua esposa e quatro filhos, Sina, Senet, Michael e Fares na pequena igreja de Sörforsa. O Padre Damian, nigeriano, está pregando um retiro de Advento para um pequeno grupo de fiéis católicos. A jovem família está sentada calmamente na primeira fila. Só o pequeno Fares, de dois anos e meio de idade, luta nos braços de seu pai que tenta conter suas tentativas para andar entre os bancos. Lá fora a temperatura é de -5 °; tudo está congelado, sem ninguém à vista, só o branco da neve. "Uma grande diferença da Eritreia," admite Amanet, a jovem mãe. "Cheguei há menos de dois meses com meus filhos, mas meus pensamentos estão ainda na Eritreia, nosso país". Siyoum, por outro lado, é muito tranquilo, sempre sorrindo, e enquanto nos leva orgulhosamente para o modesto apartamento onde vive com sua família, ele nos diz: "Eu sou grato a Suécia pelo acolhimento que recebemos. Cheguei aqui há mais de um ano. Fugi do meu país, um país que eu amo, mas onde a minha vida foi ameaçada". Siyoum disse-nos que lutou para ser reconhecido como refugiado e admitiu que ele não estava em paz até que sua família chegou para estar com ele. "Hoje eu agradeço a Deus pela paz que temos e pelo futuro que nos espera. Mas não quero ser um fardo neste país." Foi por esta razão que Siyoum começou a estudar a língua local imediatamente. E graças a lei sueca que dá apoio, poucos meses depois de chegar da Suécia ele começou a trabalhar e finalmente encontrou um lugar para morar e foi capaz de solicitar que sua família se juntasse a ele. E então eles chegaram na distante cidade de Sörforsa, onde custa menos para viver.

    Quando voltamos para o carro, depois dos calorosos abraços do jovem casal e da saudação respeitosa das crianças que pediram a bênção, Irmãs Lila e Beatriz disseram a Irmã Ieda e a mim que Siyoum foi registrado para um curso para ser qualificado como profissional da saúde e não está mais recebendo assistência do departamento de imigração. Todos os dias, mesmo no gelo e na neve, ele viaja de ônibus para Sundsvall no início da manhã e retorna à sua família à noite. Durante nossa viagem de volta para Sundsvall, que dura cerca de uma hora e meia, com um olho nas estradas geladas e no céu que ameaça mais neve, as duas Iirmãs falaram apenas do jovem casal, das dificuldades e sofrimentos que tiveram que enfrentar e de sua coragem. Em suas palavras, a alegria e o orgulho que sentem por Siyoum e sua família eram evidentes.

    Mas Siyoum é apenas uma das muitas vidas que Lila e Beatriz tem cuidado e continuam a ajudar. Existem centenas de histórias semelhantes que podem dizer sobre sua vida dedicada à missão na Suécia. Ainda hoje, enquanto a Europa discute e passa a crise dos refugiados um ao outro, as duas Irmãs, apesar de seus quase oitenta anos, continuam a trabalhar incansavelmente, coordenando o serviço para os refugiados da Cáritas Paroquial e colaborando com a organização "Sundsvall Asylkommitté" para que eles tenham seus direitos reconhecidos. Além disso muitas vezes criam espaço em seu pequeno apartamento para acolher uma família inteira cada vez que elas estão em risco. E então a paróquia de Sundsvall torna-se "uma paróquia de muitas cores," todas as cores do mundo.

    Ir. Mariaelena Aceti




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