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    06 de Abr, 2015

    Itália: Pai, ajuda-me a não desperdiçar o tempo presente!


    Em 12 de dezembro, a comunidade de Foligno (Perugia) comemorou o aniversário de 90 anos da Ir. Eleanor. Abaixo publicamos a entrevista que fizemos nessa ocasião.

    Ir Eleonora: 90 anos é um marco importante; com que sentimentos você vive este momento?

    "Celebrar para mim é agradecer! Obrigado por todas as maravilhas que o Senhor fez, e ainda faz, na minha vida, acompanhando e sustentando cada passo meu.”

    Conte-nos um pouco de você.

    "Eu nasci em uma família grande: a penúltima de 11 filhos. Éramos muitos e nós não éramos ricos, e mesmo assim não nos faltava nada, especialmente não nos faltou amor e unidade. Na minha casa, o Senhor ficou contente em chamar! Seja para o sacerdócio, para a vida religiosa, para o casamento e para se colocar num envolvimento laical, mas todos a serviço e no amor ao querido próximo. Posso dizer que a minha família foi a minha primeira vocação! Foi ali, no meio deles, que eu aprendi, nos sacrifícios e a dureza da vida, a beleza da partilha,a harmonia, a unidade, a graça da simplicidade. Lembro-me que nas noites de inverno, a mãe e o pai reuniam-nos todos juntos e rezávamos o rosário... Meu pai era um homem muito corajoso, bom e religioso, foi ele quem me ensinou o heroísmo da vida cotidiana, e agora eu posso dizer que foi, através dele, que o Senhor me mostrou seu rosto paterno e a sua ternura. De todos os membros da minha família eu tenho memórias especiais e eu acho que foi através do exemplo de cada um deles que o Senhor fez crescer em meu coração o desejo de conhecê-Lo, amá-Lo e servi-Lo."

    Quando sentiu que queria dar a sua vida ao Senhor?
    "Eu tinha apenas 6-7 anos de idade foi quando eu comecei a querer me tornar Irmã. Quando visitei Foligno, vi as Irmãs de São José de Chambéry, e eu queria ser uma delas. Foi preciso passar muitos anos antes que esse sonho se tornasse realidade; só depois da formatura, depois da guerra; no dia 27 de fevereiro de 1945, deixei a Piazza di San Giacomo para Roma, onde começou a minha formação e, acima de tudo, a minha vida com Cristo. "

    Foi difícil responder sim?
    "Deixar a família certamente me custou, mas havia a vida para escolher e eu queria servir ao Senhor. Minha família me ensinou a abrir meu coração, com generosidade, para acolher o próximo e para colocar Deus no centro de tudo, tanto nas grandes quanto nas pequenas coisas: então eu tentei fazer isto todos os dias como mulher e como Irmã. O Senhor nunca me deixou faltar nada, até me deu mais do que eu poderia desejar, e ele o fez, colocando próximo, Irmãs que acompanharam, apoiaram e orientaram o meu caminho. Penso nos rostos de muitas pessoas: minhas formadoras, as Irmãs com quem eu vivi nas diversas comunidades em que eu já estive, as pessoas que conheci, os jovens a quem ensinei por muitos anos na escola... é para elas e para eles que eu quero dizer graças a Deus! Eles foram uma riqueza! Através deles, o Senhor cumpriu a sua promessa e me fez uma Irmã feliz com a sua vocação! Através de família religiosa que tem me dado, ele continua a mostrar a sua generosidade e ternura. "

    Houve momentos difíceis?
    "Sim, houve e há momentos duros, grandes mudanças, sofrimentos, mas eu tentei viver tudo com fé, sempre perguntando:" O que eu posso dar ao Senhor, agora, no instante em que eu vivo, bom ou ruim?” Sim, é verdade, o Senhor me pediu, mas também me deu em abundância! Ele me ama de uma forma extraordinária, e quando a fraqueza parece ser mais forte, me estimula a voltar no fervor da vida. Agora que eu tenho que enfrentar uma nova temporada de vida, com seus desafios e os seus recursos; eu oro por todos aqueles que eu conheci: que o Senhor possa fazê-los felizes, como me fez feliz!

    O que você diria para aqueles que irão ler este artigo?
    "Quero dizer, tenham confiança em Deus! Se você é sincero com Ele, Ele vai fazê-la feliz e dar-lhe muito para dar aos outros. "

    E para você, o que você pede?
    Para mim, eu continuo a rezar: "Pai, ajuda-me a não desperdiçar o tempo presente".

    Maria Giovanna Titone
     




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