• Comissões Internacionais

    02 de Set, 2013

    Vivendo o Carisma de Comunhão


    Vivo o carisma do legado que Padre Médaille nos deixou: viver o Amor Trinitário como viviam Jesus, Maria e José, na Sagrada Família de Nazaré.

    Em meu cotidiano, dentro e fora do Hospital Nossa Senhora da Oliveira, procuro ser presença do “Rosto de Jesus”, tanto em palavras como em atitudes, revelando o amor, a fraternidade, a oração, a acolhida a todo tipo de cultura, etnia, cor, expressando a paz, a alegria e a felicidade de ser Irmã de São José junto aos doentes, funcionários(as) e médicos(as), mostrando em minha pessoa que sou feliz e gosto daquilo que assumi.

    Sou prudente no falar. Escuto muito antes de dar minha opinião. Peço que Deus coloque em minha boca a palavra certa na hora certa. Ao levar a comunhão aos doentes na hemodiálise, digo-lhes que Jesus os vem visitar porque os ama. Assim também acontece com aqueles que se encontram na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e demais pacientes que almejam encontrar-se com o Deus da Vida, em especial os que moram longe.

    Gosto muito de brincar com as crianças; digo-lhes que as picadinhas das enfermeiras são beijinhos. Ao visitar as gestantes busco motivá-las para que acolham com amor e alegria a vida que está chegando e que esperaram nove meses para receber. Que estes bebês sejam de fato a glória e a felicidade das famílias e dos vizinhos, assim como foi à família de Zacarias e Isabel quando chegou João Batista.

    Na preparação das missas, aos sábados, conto com a colaboração de algumas senhoras responsáveis e juntas preparamos tudo, do melhor modo possível, para que aconteça maior participação e que a vida seja celebrada. A capela do Hospital fica repleta todos os sábados e muitas pessoas pedem para que outras missas sejam realizadas durante a semana.

    As pessoas esperam pela minha visita nos seus leitos do Hospital para conversar, desabafar seus problemas e temores com relação à sua doença e/ou para dialogar sobre preocupações familiares. Quando, por algum motivo, não vou até o Hospital telefonam em casa, solicitando minha presença para confortar pessoas internadas ou familiares.

    Também levo a Eucaristia e/ou providencio o sacerdote para administrar a Unção dos Enfermos e dar uma benção, antes de algum procedimento cirúrgico. Percebo que minha presença, junto ao paciente e seus familiares, é conforto, esperança e ajuda, suavizando o sofrimento. A preparação espiritual é uma grande contribuição para as pessoas que percorrem o caminho do sofrimento com fé e a cura, muitas vezes, é mais rápida. Fico realizada pelo fato de os pacientes se mostrarem felizes com minha presença.

    Assim, na simplicidade e na doação de cada dia, procuro fazer acontecer maior comunhão para que as pessoas sejam respeitadas e valorizadas em sua busca por saúde e dignidade.

    Irmã Maria Theresa Caon
    Província de Lagoa Vermelha/Brasil
     




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